Essas noites de chuva
Sempre nos roubam o olhar
Entre um gole e outro
O olhar se perde nessas lágrimas
De que lamentam-se tanto
esses deuses ludovicences?
Qual tamanho do pranto
Tal o tamanho da dor?
Que dor é essa, minha ilha?
Que o seu céu chora horrores.
E assim que damo-nos conta
Do nosso próprio sofrimento
Afogamo-o no gosto doce do vinho
Na fumaça esparsa de um cigarro
No perder-se da loucura
E porque não,
Nas gostas do choro alheio.
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