sábado, 8 de março de 2008

Noites de chuva

Essas noites de chuva
Sempre nos roubam o olhar

Entre um gole e outro
O olhar se perde nessas lágrimas

De que lamentam-se tanto
esses deuses ludovicences?

Qual tamanho do pranto
Tal o tamanho da dor?

Que dor é essa, minha ilha?
Que o seu céu chora horrores.

E assim que damo-nos conta
Do nosso próprio sofrimento
Afogamo-o no gosto doce do vinho
Na fumaça esparsa de um cigarro
No perder-se da loucura
E porque não,
Nas gostas do choro alheio.

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