Inacabada (ou acabada as pressas, mas oportuna na data)
Como o tempo vem e me explode assim
No rosto lindo de Laís?
Me joga na cara os anos ociosos
Em dias azuis, curtos, anis
E que mais, Laís, me humilhas?
Não basta meus escassos cabelos?
Não basta minha idosa família?
Pro tempo, Laís, não se tem apelo.
E continuarão os dias
Correndo, assim, rápidos sutis
O presente fugindo do nosso tempo
Procurando o rosto lindo de Laís.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
sábado, 1 de dezembro de 2007
Indo para casa
O por do sol, eu vi pelo reflexo do vidro
Como se ele mesmo não existia
Eu o vi como se fosse uma imagem feita
Como que ele desistia
A vida eu vi pelo andar e passar
Daquela gente desconhecida
Indo e vindo de algum lugar
Passando assim desapercebida
Tanta gente indo
Tanta gente esperando
Tanto tudo que passa
Tudo sumindo
Tudo diminuindo:
Eu estou indo para casa
Como se ele mesmo não existia
Eu o vi como se fosse uma imagem feita
Como que ele desistia
A vida eu vi pelo andar e passar
Daquela gente desconhecida
Indo e vindo de algum lugar
Passando assim desapercebida
Tanta gente indo
Tanta gente esperando
Tanto tudo que passa
Tudo sumindo
Tudo diminuindo:
Eu estou indo para casa
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