quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Laís

Inacabada (ou acabada as pressas, mas oportuna na data)


Como o tempo vem e me explode assim
No rosto lindo de Laís?
Me joga na cara os anos ociosos
Em dias azuis, curtos, anis

E que mais, Laís, me humilhas?
Não basta meus escassos cabelos?
Não basta minha idosa família?
Pro tempo, Laís, não se tem apelo.

E continuarão os dias
Correndo, assim, rápidos sutis
O presente fugindo do nosso tempo
Procurando o rosto lindo de Laís.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Indo para casa

O por do sol, eu vi pelo reflexo do vidro
Como se ele mesmo não existia
Eu o vi como se fosse uma imagem feita
Como que ele desistia

A vida eu vi pelo andar e passar
Daquela gente desconhecida
Indo e vindo de algum lugar
Passando assim desapercebida

Tanta gente indo
Tanta gente esperando
Tanto tudo que passa

Tudo sumindo
Tudo diminuindo:
Eu estou indo para casa