Macios meus sonhos teus
Como travesseiros de pena de ganso
Apara minha queda no breu
E acalma-me a ansiedade: manso
Macio meu pouso quando descanso
Mesmo com sonhos tolos de ateu
Dentro do caudaloso de idéias: remanso
Meu sonho, macio, teu
E perante minha toda incapacidade
Frente a milhares desses sábios
Será sempre lar de minha felicidade
Ao menos em sonhos,
Seus quentes e macios lábios
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