domingo, 4 de novembro de 2007

Soneto Torto

Macios meus sonhos teus
Como travesseiros de pena de ganso
Apara minha queda no breu
E acalma-me a ansiedade: manso

Macio meu pouso quando descanso
Mesmo com sonhos tolos de ateu
Dentro do caudaloso de idéias: remanso
Meu sonho, macio, teu

E perante minha toda incapacidade
Frente a milhares desses sábios

Será sempre lar de minha felicidade
Ao menos em sonhos,
Seus quentes e macios lábios

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