Sabedoria a tua
Sentar-se ao meio das flores
Brincando com suas pétalas
Com suas dores
E caminhar com seus passinhos
Curtos e ágeis
A viver de afagos
Doces e frágeis
Sabedoria a tua
Distribuir sorrisos e abraços
Prendendo seus loucos caídos
Em seus nós, em seus laços
E cair aos prantos
Ao mínimo desprazer
Pedindo manha
Pedindo lazer
Sabedoria a tua
Em suas cadeiras na calçada
Numa conversa inteligível
Sem pressa nem nada
Chamando-nos o nome
Gritando-nos sua vontade
Sabedoria, bastante, a tua
Trazer-me de volta
um mundo belo
Um mundo esquecido
Cheio de vida e esperança
Mundo de cabeça de criança.
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