segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Mundo de Cabeça de Criança

Sabedoria a tua
Sentar-se ao meio das flores
Brincando com suas pétalas
Com suas dores

E caminhar com seus passinhos
Curtos e ágeis
A viver de afagos
Doces e frágeis

Sabedoria a tua
Distribuir sorrisos e abraços
Prendendo seus loucos caídos
Em seus nós, em seus laços

E cair aos prantos
Ao mínimo desprazer
Pedindo manha
Pedindo lazer

Sabedoria a tua
Em suas cadeiras na calçada
Numa conversa inteligível
Sem pressa nem nada

Chamando-nos o nome
Gritando-nos sua vontade

Sabedoria, bastante, a tua
Trazer-me de volta
um mundo belo

Um mundo esquecido
Cheio de vida e esperança
Mundo de cabeça de criança.

domingo, 4 de novembro de 2007

Soneto Torto

Macios meus sonhos teus
Como travesseiros de pena de ganso
Apara minha queda no breu
E acalma-me a ansiedade: manso

Macio meu pouso quando descanso
Mesmo com sonhos tolos de ateu
Dentro do caudaloso de idéias: remanso
Meu sonho, macio, teu

E perante minha toda incapacidade
Frente a milhares desses sábios

Será sempre lar de minha felicidade
Ao menos em sonhos,
Seus quentes e macios lábios

Soneto Torto

Macios meus sonhos teus
Como travesseiros de pena de ganso
Apara minha queda no breu
E acalma-me a ansiedade: manso

Macio meu pouso quando descanso
Mesmo com sonhos tolos de ateu
Dentro do caudaloso de idéias: remanso
Meu sonho, macio, teu

E perante minha toda incapacidade
Frente a milhares desses sábios

Será sempre lar de minha felicidade
Ao menos em sonhos,
Seus quentes e macios lábios