sábado, 20 de outubro de 2007

Pessoas Minhas

Ainda bem

É mesmo, seu juiz
A vida lhe pede às vezes
Um sonoroso foda-se
E, ainda bem,
Você não conhece a anchova na brasa
Nem o cuxá e seu arroz
Você não conhece Xico Noca....
Ah, ainda bem!
Ainda bem que não conhece o Bar do Léo
Não conhece o Antigamente
O Reviver e suas ruas de pedra e luz
A Rua da Estrela
Não conhece o Palácio dos Leões
Ave Maria, ainda bem!
Ainda bem que você não conhece Ribamar
A Maioba, Panaquatira
Não conhece Morros, Carolina
Ah meu Deus, os Lençóis....
Ufa, ainda bem.
Nem o sotaque de matraca,
O da Zabumba
Nem o da orquestra
Não conhece a ilha bela
- Que ilha bela!
Graças, ainda bem.
Porque se conheces
Meu grande chapa:
Diria um foda-se também
E virias pro Mará!


Irmãos

Relevemos o sangue
e até o DNA
Relevemos o nascimento,
a criação, o casamento
Relevemos o se criar

Não sei como,
onde, nem porquê
Se somos loucos ou sãos
Mas somos piu irmãos
Como nenhum de carne
Poderia nunca ser.


Cadê Letícia

Cadê Letícia?
Esconde-se na varanda
no brasileirinho que a mãe queria ter
Cadê Letícia?

Cadê Letícia?
Atrás do gato ou do muro
Criança linda que eu queria ser
Cadê Letícia?

Cadê Letícia?
Enquanto o mundo se tenta melhor
Ela é perfeita só em ser
Cadê Letícia?


Que não fosse....

Que não fosse essa rede
que embalasse seu sono
que fosse a brisa maranhense

Que não fosse a minha companhia bêbada
que velasse seu sono
que fosse a lua reluzente

Que não fosse essa tranqüilidade de ilhéu
que permitisse seu sono
que fosse o silencio permanente

Que não fosse esse brilho antigo
e esse calor uníssono
Queria que sonhasses comigo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Bem, se fosse eu, tenha certeza: seu querer é um fato...